Como é quando o Asperger não aceita ter o transtorno?

Como é quando o Asperger não aceita ter o transtorno?

Foto: Reprodução

Temos falado quase que diariamente por aqui sobre fatos sobre a Síndrome de Asperger que é o grau mais leve do Espectro do Autismo (TEA), que tem suas características mais comuns sendo definidas pela dificuldade na interação social, problemas com comportamentos repetitivos e ainda pela coordenação motora muitas vezes falha.

Algo que ainda não abordamos em nenhum dos artigos até agora feitos sobre o assunto é sobre quando o Asperger não aceita que possua algum “problema” que o torna diferente dos demais que são parte de sua vida.

Como já abordado nos artigos anteriores o Autismo como um todo é muito complexo de ser diagnosticado, pela falta de profissionais capacitados para isso e ainda por muitas vezes acabar sendo “confundido” com qualquer outro “problema” que tenha características semelhantes.

Tudo isso faz com que por vezes o diagnostico “real” que o indivíduo tem o Asperger ou ainda qualquer outro grau do TEA, já vem em sua vida adulta, ou ainda durante a sua adolescência que é a fase na qual os “sintomas” tendem a se intensificar.

Existem casos nos quais pessoas próximas do indivíduo que tenha o Asperger, mas ainda não sabe disso, dizem para que ela procure ajuda para tentar descobrir qual é o seu “problema”.

Porém por vezes esse indivíduo somente ignora a pessoa e a corta de seu convívio. Mesmo que esta pessoa tenha dito isso pelo bem do indivíduo, esse não consegue aceitar que tenha algo “errado” que possa o tornar diferente dos outros.

Tem ainda casos que mesmo após o diagnostico ser confirmado por um especialista o indivíduo não se permite acreditar nisso e acaba não realizando o acompanhamento proposto para que “aprenda” a lidar melhor com suas “dificuldades”.

Isso acontece simplesmente pelo fato do indivíduo não querer ser julgado pelos que o cercam como alguém com um problema. Ou ainda uma pessoa “estranha”, “maluca” ou outra coisa do gênero.

Muitas vezes o preconceito com o autismo, acontece por parte do próprio indivíduo autista, que por força da sociedade acabou crescendo tendo como base que o autismo é algo característico de pessoas “loucas”, “sem noção” e “incapazes” e como não querem se ver desta maneira, se recusam a acreditarem em seu diagnostico.

Tudo isso poderia ser evitado caso a nossa sociedade tivesse maiores informações sobre o assunto e assim todos teriam o conhecimento correto de que o TEA não é algo tão “bizarro” como muitos imaginam ser.

Uma coisa é certa o preconceito existe e afeta muito a vida de um Asperger ou ainda pessoas que tenham qualquer outro grau do TEA. E foi exatamente pensando nisso tudo que o livro que inspirou a criação deste blog nasceu.

O livro “O ANTISSOCIAL” narra uma historia de superação, na qual o personagem principal que até então acreditava ser um “estranho”, sem amigos e incapaz de interagir com a sociedade que o cerca, acaba se tornando a figura principal no destino de todos. Tanto o livro, como os artigos que temos publicado aqui de forma semanal, é uma forma encontrada para tentar amenizar esse dito “preconceito” existente contra o Asperger e contra o TEA como um todo.

E você leitor se acredita nisso, tanto como eu acredito. Pode ajudar que o livro seja publicado e juntos podemos tentar tornar esse mundo menos  preconceituoso contra assuntos “desconhecidos”.

Apoie O ANTISSOCIAL:

http://catarse.me/livrooantissocial/

FernandoAzevedo