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Vantagens e desvantagens de compartilhar o diagnostico de um Asperger

Foto: Reprodução

Quais as vantagens e as desvantagens de tornar o diagnostico de um Asperger publico?

Hoje iremos discutir sobre um tema que deixa muitas pessoas preocupadas, quando um membro de sua família é diagnosticado com a Síndrome de Asperger.

Nos tempos atuais o Asperger, é classificado como sendo o grau mais leve dos Transtornos do Espectro do Autismo (TEA), e tem como principais características uma dificuldade na interação social e ainda alguns problemas motores.

Porém estes individuos podem ter uma vida bem próxima do “normal”, já que possuem suas capacidades de desenvolvimento dentro ou até mesmo acima da média da população como um todo.

Quando um individuo é diagnosticado com o TEA, a primeira reação de seus familiares é uma sensação de luto, algo que já abordamos por aqui.

Essas familias sentem que esse individuo, nunca poderá ter uma vida comum, como qualquer outra pessoa que viva no mundo, em partes estes familiares estão corretos!

Isso porque uma pessoa que seja Asperger, terá que conviver pelo resto de sua vida com as características vindas do transtorno, mas não é isso que faz com que essas pessoas não consigam ter uma vida comum, como qualquer outro!

O que acontece muitas vezes é que essas famílias ao saberem do diagnostico deste individuo, acaba o protegendo excessivamente, algo  que  o “priva” de aprender a viver no mundo que o cerca, e desta forma acabam tendo uma vida não tão “comum”, como deveriam!

Mas o tema do artigo não é esse, acreditamos que a divulgação do diagnostico do Asperger é algo bem restritivo e pessoal de cada família!

As vantagens em compartilhar a informação com outras pessoas, seria uma maneira de explicar alguns comportamentos que possam fazer o individuo ser visto como “estranho” pela sociedade.

Porém esta mesma vantagem, acaba se tornando uma desvantagem, principalmente para o próprio individuo em questão, se antes essas pessoas o achavam “diferente”, agora elas tem certeza disso e nunca mais o olharam com os mesmos “olhos”.

Desta forma concluimos dizendo que o melhor seria o diagnostico jamais ser revelado para o publico em geral, a informação deve ficar entre familiares próximos, para evitar julgamentos desnecessários!

E para você qual seria a melhor alternativa? Compartilhar ou não sobre o diagnostico?

Caso encontre erros, por favor nos avise, que os corrigimos assim que possível!
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8 Comments

    Teresa

    dezembro 27, 2017 at 4:53 pm

    Como já tinha referenciado num anterior comentário, estou a descobrir apenas há uns meses a resposta que sempre me fiz. Porque é que sou diferente dos outros? Estou a descobrir por mim a resposta à minha pergunta com quase meio século. Tenho todas as carateristicas, umas mais vincadas que outras, mas tenho. Vou por estes dias falar com um profissional de saúde.
    Em relação à pergunta, na minha opinião, vale o que vale, tenho a certeza de que ninguém se deve esconder de si mesmo, os outros aceitam se quiserem se não, ponham à borda do prato.
    Como sempre fui diferente, sempre tive de me adaptar ao mundo ao meu redor, tal como os outros a mim. Só fica quem me aceita, quem não, também não tenho interesse em conhecer, desenvolver amizades ou aproximações de pessoas preconceituosas.
    Neste texto estão algumas das minhas carateristicas; dizer tudo o que me vai na alma doa a quem doer; já sei o que se passa comigo, logo não sou louca sou apenas diferente, tive e tenho problemas a socializar. Ou seja prefiro não o fazer por não me dar prazer, apenas me incomoda, logo, já não faço esforço para me integrar porque me sinto melhor comigo e apenas com as pessoas mais próximas e não todas ao mesmo tempo. O mesmo acontece a nível profissional, ou seja, não existe.
    Não temos de esconder quem somos, temos muitas qualidades, muitas mesmo! Se querem o meu talento, terão de me ter a mim toda.
    Se o texto tiver erros é porque deram com ele, logo devem também entender o que quero dizer, logo não precisam de me avisar. Infelizmente esta é mais uma característica mas já foi muito pior.

    Lucas

    dezembro 27, 2017 at 4:53 pm

    minha família nunca me contou que sou Asperger descobri tem poucos meses após ter depressão… eles não me deixavam falar com outras pessoas, e meu medo de interagir aumentou muito. sofri demais com o preconceito deles,. nao sabia o que acontecia comigo nas crises de ansiedade ou pq nao conseguia olhar nos olhos das pessoas, nunca tive acompanhamento psicológico ao invés disso me arrastavam para igreja onde me sentia torturado pelo barulho. bem agr que sei mais sobre mim consigo ter um melhor auto controle e confiança, porem ainda tenho dias que me comunicar mesmo com amigos é difícil, acredito que pensem que nao gosto deles ou os abandono, ainda nao sei se devo contar isso a eles…

    Ana Rafaela

    dezembro 28, 2017 at 4:53 pm

    Essa é uma questão complicada, no meu caso, fiz como o autor, compartilhei meu diagnostico com meu círculo familiar e com amigos próximos, até mesmo como uma maneira de justificar meu comportamento e evitar situações estressantes. Mas para outras pessoas (faculdade e trabalho) prefiro que não saibam, mesmo porque não há necessidade de que julguem o que faço com o que acham que seja autismo.

    Guilherme

    dezembro 30, 2017 at 4:53 pm

    Discordo totalmente de sua conclusão. Para que haja combate ao preconceito deve haver entendimento, e para haver entendimento as pessoas devem saber sobre o que acontece com as pessoas. Por exemplo, é possível esconder a condição de uma pessoa com Síndrome de Down? Provavelmente não, pois se vê fisicamente. E pq deveríamos esconder a nossa condição ou de nossos entes queridos de TEA? Eu mesmo sou um Asperger super bem resolvido, mega independente e em uma posição profissional dificílima de se alcançar. Tenho vários problemas e dificuldades que o TEA me impõe, mas a minha profissão e responsabilidade familiar faz com que eu os enfrente diariamente. Existem diversos outros casos de pessoas TEA que são exemplos de vida e que não escondem do mundo sua condição (como vc mesmo). E como agora vc vem colocando para as pessoas esconderem sua situação da sociedade??????? Achei sua publicação super irresponsável e contra a causa autista! Repense por favor, pois sua colocação traz mais confusão para as pessoas despreparadas e perdidas e não ajuda de forma alguma a combater o preconceito da sociedade!

    Clede

    dezembro 30, 2017 at 4:53 pm

    Na minha opinião. Eu tenho um anjo azul que tem síndrome de asperger autismo. Tem 9 anos. Tem uma inteligência muito além da média. Ele não gosta se andar muito no centro ou qdo entra em uma loja. Ele fica muito nervoso querendo ir embora. As vezes as pessoas fica olhando.achando que a criança é mal educado. Aí eu falo gente meu netinho é um anjo azul. Então por favor olhem pra ele como uma pessoa normal que é normal. Meu neto saber que é autista. Uma criança tranquilo. Só não gosta de está no meio de muitas pessoas e quase não se interagi com outras crianças. Vive no mundo dele e no espaço dele. Eu respeito o espaço e dou muita atenção e carinho amor para ele. Ele é um anjo azul muito amável. Fala inglês francês espanhol sem nunca ter estudado essa matéria. Na escola não dá inglês. Ele vai para o 4 série do ensino fundamental. Então amo meu anjo azul

    Taninha

    dezembro 30, 2017 at 4:53 pm

    Tenho um filho com Asperger e me identifiquei muito com esse texto , optei apenas em compartilhar o diagnóstico com familiares mais próximos,as outras pessoas apenas não dou satisfação ele é como é e quem gostar dele ou não vai ser por quem ele é não por um Diagnóstico.

    Vioneide

    Janeiro 11, 2018 at 4:53 pm

    Olá! tenho um filho de quase 14 anos que é Asperger,e eu decidi junto com meu filho revelar o diagnóstico apenas para os parentes mais próximos e profissionais da escola em que ele estuda.Acredito que devemos sim continuar lutando pelos direitos dos Autistas e tentar diminuir o preconceito que é muito forte, mas penso que devemos agir sem necessariamente expôr nossos filhos a nenhuma situação que os deixe constrangidos e/ou pouco confortáveis uma vez que Aspergers são pessoas sensíveis e capazes de entender tudo ao seu redor com uma percepção muito mais aguçada ás vezes até mesmo que a de alguns neurotípicos; por isso se alguns pais desejam usar a imagem de seus filhos para combater o preconceito e divulgar o TEA devem conversar com eles antes e ouvir a sua opinião pois mesmo sendo pais nós não temos o direito de decidir por eles;é preciso ter em mente que uma das maiores dificuldades dos Aspergers (se não a maior delas) é a tal da falta de habilidade social então ouvir a opinião do seu filho é uma boa demostração do seu respeito por ele.

      FernandoAzevedo

      Janeiro 11, 2018 at 4:53 pm

      Concordo totalmente com sua posição, a decisão de revelar ou não sobre o TEA, deve partir do próprio Aspie, se ele se sente confortável com isso, não vejo problema algum na divulgação!