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Qual o maior erro que familiares de um Asperger pode cometer?

Foto: Reprodução/Youtube

Já falamos por aqui que para os familiares não é nada fácil saber que seus filhos tenham a Síndrome de Asperger que é o grau mais leve dos Transtornos do Espectro do Autismo (TEA), que  faz com que esses indivíduos tenham uma certa dificuldade na interação social.

Muitos familiares ao receberem a noticia, sentem como se seu mundo tivesse sido retirado dos eixos. Porém com o passar do tempo, esses vão aceitando melhor o “problema” que os filhos possuem e passam a cuidar ainda mais deles para que sofram o menos possível.

Por vezes algumas mães e pais acabam extrapolando os limites de cuidados com os filhos e ao invés de ajuda-los, acaba piorando o seu desenvolvimento.

Isso porque uma pessoa que tenha a Síndrome de Asperger tem total capacidade de levar uma vida totalmente independente e mais próxima do “normal” possível.

Mas na maioria dos casos os pais e mães destes indivíduos depois que descobrem que eles tem o grau mais leve do autismo, passam a enxergar o filho ou filha com outros olhos.

Os familiares podem passar a não exercer de forma eficaz seu papel de guiar o filho para um desenvolvimento ideal para que num futuro ele possa ser independente.

Este fato que estamos falando trata-se de coisas bem simples que muitos familiares acabam “privando” seu filho/filha Asperger de realizar, apenas por medo de como estes podem acabar sendo “julgados” pelos outros a sua volta.

Isso tudo acaba fazendo com que o Asperger se torne ainda mais isolado do que ele já é por natureza, já que sua família tem medo de que se ele interagir com outras pessoas vistas como “normais” possa vir a sofrer preconceito por parte das mesmas.

Mas fica uma pergunta no ar. Esse cuidado “acima” do normal por parte dos pais com seus filhos não seria também um tipo de preconceito?.

Citamos isso pelo fato de que a maioria dos casos onde um Asperger tem seu diagnostico confirmado, seus familiares não o tratam mais como uma pessoa “normal”, estes indivíduos passam a serem poupados de muitas coisas que poderiam contribuir para seu aprendizado.

Muitos irão nos julgar por esse artigo, mas acreditamos que o melhor que um pai e uma mãe de um Asperger pode fazer por seus filhos é capacita-lo para ele aprender lidar com o mundo de forma totalmente independente, afinal de contas seus pais não estarão por aqui pelo resto de sua vida.

Não que estejamos incentivando que os familiares não protejam seus filhos, mas apenas aconselhando para que estes tratem seu filho Asperger, como trataria um filho que não tenha Asperger.

Se a própria família tratar seu filho Asperger com igualdade, talvez o resto da sociedade não o julgue como uma pessoa “diferente”.

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5 Comments

    Carol Trevizan P Depieri

    setembro 4, 2017 at 1:01 pm

    Não gostei…mais uma vez criticando os coitados dos pais que vai até a lua pra fazer o o melhor pros filhos…. e tem mais eles são sim ridicularizados sofrem bullying e vão dizer que os pais protegem demais????? Ah tenha do

    Ana

    setembro 5, 2017 at 1:01 pm

    Concordo em partes..

    Tatiana Braga

    setembro 5, 2017 at 1:01 pm

    Eu não entendi assim, Carol. Achei mais um alerta pra nós. Realmente a minha vontade é passar na frente e não deixar meu filho enfrentar situações que sei que são difíceis pra ele. Uma apresentação na escola, uma festa barulhenta… Já entrei em loja onde ele colocou a mão nos ouvidos e só ficava repetindo que tinha muita gente, muito barulho. Minha vontade era correr com ele de lá. Precisei de muito mais força para continuar. ver meu menino enfrentando aquilo, quando eu (que também tenho traços) queria sair correndo… aos poucos, ele mesmo vai criando seus próprios mecanismos de defesa.no caso, ele segurou um objeto qualquer e começou a agir como se o mundo girasse em torno daquele objeto.conversava, apertava, observava com uma atenção como se fosse a coisa mais interessante do mundo. Não sei se é o certo, mas funcionou.

    Valdelir

    setembro 6, 2017 at 1:01 pm

    Descobri o caso do meu filho quando ele já tinha 10 anos… É algo novo pra mim, recente. E sim não o trato como antes, até mesmo porque tem os momentos de crises que são raros mas não deixam de existir. E o amor de mãe que
    me tornou muito mais protetora…

    Viviane

    setembro 6, 2017 at 1:01 pm

    Muito interessante. Faz parte do instinto proteger os filhos, ainda mais se tratando de crianças que tem necessidades diferenciadas. Me vi muitas vezes privando meu filho de certas situações para evitar o conflito e a irritação dele. Mas com o passar do tempo compreendi que aos poucos é possível fazer com que nossos filhos se familiarizem com as situações que para eles são difíceis e assim tornar para eles menos estressante e mais toleráveis. Um dia de cada vez.