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Como é a vida de um Asperger no ensino superior?

Foto: Reprodução

Neste artigo vamos falar sobre a chegada de um indivíduo que tenha a Síndrome de Asperger ou ainda outros transtornos do Espectro do Autismo (TEA) no ensino superior.

Geralmente estes indivíduos enfrentam algumas dificuldades que já são suas velhas conhecidas. Isso porque ao chegar no ensino superior, estas pessoas tendem a apresentarem dificuldades em se adaptarem a rotina mais “dinâmica” exigida pelo ensino superior.

Em seus primeiros meses cursando um curso qualquer em uma universidade, estes indivíduos tendem a enfrentarem problemas para executar de forma mais eficiente trabalhos acadêmicos, que não tenham conseguido compreender “bem” como deveriam ser executados.

Costumam ficarem acordados em épocas de provas, por não conseguirem parar de pensar no assunto. Podem até mesmo precisar fazer uso de medicamentos anti-ansiedade para seguirem tendo uma qualidade de vida um pouco “melhor”.

Fora as dificuldades de se socializar, visto que com a chegada ao mundo acadêmico, o Asperger tende a ter que conquistar “novos amigos”.

Existe ainda a dificuldade em seu comunicar, algo bastante exigido no ensino superior. Já que é comum o uso de seminários para apresentação de trabalhos.

Este último ponto, para alguns Aspergers é um assunto bem delicado, pois acabam ficando extremamente estressados com o assunto e podem acabar tendo uma crise nervosa.

Claro que também não são somente coisas ruins, visto que caso o Asperger de fato “goste” do curso do qual ele tenha escolhido, ele terá grande facilidade em aprender tudo que é ensinado pela instituição.

Principalmente se os professores terem facilidade em ensinar de forma clara e objetiva que é algo essencial na vida de qualquer pessoa que sofra com algum dos transtornos do Espectro do Autismo (TEA).

Vale lembrar que existe um amparo legal que garante ao Asperger ou ao TEA em geral que este tenha um “tratamento diferenciado” nas instituições de ensino superior. Isso esta regido pelo Decreto Federal 7.611.

Onde garante o acesso a educação a todos, garantindo uma inclusão “facilitada” ao TEA. Estas facilidades garantidas  por lei seriam o direito de realizar provas adaptadas a seu estilo de aprendizado, explicações individuais das disciplinas que compõem a grade do curso e ainda o direito de compreensão por parte dos professores que precisam aprender a lidar com todas as “diferenças” que um aluno autista possa apresentar.

Com tudo a grande maioria das instituições ainda não são preparadas para garantirem esses “direitos” estipulados por lei e assim apenas indivíduos que tenham o Asperger acabam chegando ao nível de ensino superior.

E também pelo fato da maioria dos casos os indivíduos com o TEA não querem esse “tratamento” diferente que a lei lhes garante, mas querem tentar serem “normais”, mesmo que sofram com isso.

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