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Como são os hiperfocos no Asperger?

Foto: Reprodução

Neste artigo iremos falar sobre os “Hiperfocos” que tanto são frequentes em pessoas que possuam a Síndrome de Asperger ou ainda qualquer outro dos transtornos do Espectro Autista (TEA).

Hiperfoco é a denominação dada para o interesse “acima” do normal por determinada atividade. Atividade essa que passa ser quase que compulsória para o indivíduo que é Asperger.

Esse interesse “anormal” para determinadas atividades costuma ser um dos “sintomas” mais usados pela família para notar que o indivíduo possa ter algum dos transtornos do TEA. Ou ainda algum outro transtorno que faça que ele se prenda a determinada atividade e não se interesse muito por outras.

Aspergers possuem diversos hiperfocos e tendem a falar muito a respeito deste assuntos e por vezes ao tentarem se incluir em um grupo na sociedade utilizam deste assunto para tentar puxar conversa com outras pessoas.

O que para ele é algo extremamente interessante, para as outras pessoas “normais” é tido como assunto de um “maluco” e com isso esse indivíduo começa a sofrer com a exclusão social.

Outra curiosidade sobre os hiperfocos em Aspergers fica pela quase dominância pelo interesse em algum braço da ciência.

Muitos são interessados por química, física, matemática, entre outros assuntos que são parte das disciplinas exatas.

Geralmente essas matérias não são muito interessantes aos olhos de pessoas “neurotípicas” e assim acabam não conseguindo compreender o motivo de tanta empolgação por parte do Asperger.

Um dos problemas destes hiperfocos é que por vezes esses se tornam quase como sendo uma “obrigação” para o Asperger e caso ele não o faça pode ficar extremamente chateado e muitas vezes agressivo. Mesmo que não queira ter esse comportamento.

Isso acontece por ele sentir como se não tivesse realizado uma “tarefa” da qual deveria ter realizado e assim se tortura por conta disso. Aspergers tem grandes tendências de sofrerem por coisas simples, como por exemplo, deixarem de seguir a sua rotina diária por algum motivo não regular que tenha feito as suas atividades serem alteradas mesmo que momentaneamente.

Quando isso ocorre, geralmente estes ficam se lembrando, quase que obsessivamente que não fizeram determinada tarefa e assim o estresse aparece e “crises” tendem a acontecerem, quando isso ocorre. Mas esse assunto é outro e será tratado num futuro artigo.

Contamos com sua colaboração na publicação do livro “O ANTISSOCIAL” que narra a história de um jovem que sofreu muito em sua infância por não ter a “capacidade” de fazer muitos amigos e ainda por ser excluido da sociedade que o cercava.

Sua vida porém começou a mudar, quando ele se tornou o responsável pelo destino da sociedade que o cercava. Contribua para que essa historia ganhe vida e seja lida por você e por muitos outros.

E juntos façamos que pessoas, como eu e você sejamos enxergados pela sociedade não como seres incapazes de ser parte de uma sociedade. Mas exatamente o contrário.

Por meio de uma historia cheia de fantasia, uma mensagem que mexe com a cabeça de quem a ler, esta embutida. Para tanto, o livro precisa ser publicado e conto com vocês para isso.

Apoie O ANTISSOCIAL:

http://catarse.me/livrooantissocial/

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0 Comments

    Ana

    julho 1, 2017 at 12:36 pm

    Tenho 32 nos e fui diagnosticada depois de adulta junto com meu filho mais velho, e tenho muito interesse (atualmente) na área de informática, tanto que estou fazendo uma segunda faculdade nesta área (a primeira foi na área da saúde), meus focos mudam e sempre vou a fundo naquilo que me interessa, e isso atrapalha as vezes, pois outros assuntos nem quero tomar conhecimento (quando é algo importante, faço, pois com a experiência que adquiri aprendi a priorizar as outras pessoas mesmo eu não me interessando por certos assuntos) . Tenho filhos e marido, e minha convivência com eles é boa, mas as vezes me flagro tento uma reação de frustração quando não sigo minha rotina (aprendi a não me torturar por isso), conforme os anos passaram tornei-me mais flexível com relação a isso, mas até descobrir porque eu era tão diferente, foi muito complicado principalmente na minha adolescência.

      Fernando Bernardes

      julho 1, 2017 at 12:36 pm

      Muito legal a sua historia Ana. Num futuro pretendo compartilhar relatos como o seu por aqui. Se permitir quero usar seu relato num destes futuros artigos. E parabéns por toda a garra e a vontade de se superar sempre. Penso igual você. E a missão do meu livro e ainda deste blog é tentar fazer com que mais pessoas pensem assim!.

    SÉRGIO

    julho 3, 2017 at 12:36 pm

    Olá a todos!
    Meu nome é Sérgio, tenho 36 anos, sou casado, nasci numa cidadezinha do interior, mas aos 17 anos fui estudar na capital, me formei na area de informatica aos 33 anos, tenho uma filha de 04 anos que aos 03 anos e seis meses foi diagnosticada como autista, moderado a grave.
    Despois do diagnóstico da minha filha comecei a pesquisar sobre o tema e nessas pesquisas e comecei a perceber que tenho muitas das características de uma pessoa que estar dentro do TEA. Minha esposa também suspeita que estou dentro de algum grau do asperge.
    Um pouco da minha história:
    Sempre me achei diferente das outras crianças e agora adulto me acho diferente no que diz respeito à assuntos diversos tipo: me intereço e me dedico excessivamente por assuntos que as pessoas a minha volta as vezes ignoram ou dão pouca atenção. Isso é horrível! Quando estou fazendo algo e esse algo dá errado… nossa! Fico frustrado! E repito esse algo tantas vezes até fazer melhor e melhor. Por eu ter dificuldades em encontrar amigos me vejo tendo a necessidade de estudar a fundo tema diversos para poder ter uma resposta precisa e técnica sobre o tema em uma roda de pessoas ao qual me aproximo.
    Pra resumir, me identifico completamente com a história da Ana que comentou essa publicação. Adorei o artigo e gostaria que disponibilizassem links esclarecendo mais sobre o tema. Desculpem algum erro de escrita, é que o corretor de ortografia do celular as vezes altera as palavras que dígito. Obrigado!

      Fernando Bernardes

      julho 3, 2017 at 12:36 pm

      Bem interessante seu relato Sergio. Existem muitos casos como o seu que os pais acabam descobrindo o Asperger por conta do diagnostico do filho. Em breve teremos mais artigos relacionados aos hiperfocos. Fique ligado!.