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Como são os primeiros anos da vida de um Asperger?

Foto: Reprodução

Neste artigo iremos tentar falar como é que a vida de uma criança que seja portadora da Síndrome de Asperger, ou ainda de qualquer outro transtorno que é parte do Espectro Autista (TEA), vive seus primeiros anos.

Muito já foi falado por aqui que os “sintomas” mais comuns do Asperger ou simplesmente TEA de grau leve, como é denominado atualmente é a dificuldade na interação social e ainda alguns problemas de coordenação motora.

Já falamos também sobre a grande importância de um diagnostico precoce ser realizado para que desta forma a criança tenha o melhor “suporte” possível para enfrentar todas as dificuldades que certamente cercaram a sua vida.

Esse diagnostico precoce seria ideal de acontecer até os 3 anos de idade da criança, porém isso quase nunca ocorre, visto que existem poucos médicos especializados no assunto em nosso país.

Tudo isso contribui para que essas crianças “sofram” muito mais do que deveriam. Simplesmente por serem incompreendidas ate mesmo por seus familiares.

Os primeiros anos de uma criança com o TEA são marcados por alguns fatores que serão listados abaixo e que podem contribuir para que um diagnostico precoce seja executado com sucesso:

  1. Crianças de 2 a 3 meses que possam vir a serem autistas, geralmente não fazem contato com os olhos. Característica essa que é uma das “marcas” do TEA.
  2. Dos seus 6 meses ate 8 meses de idade, a criança não sorri, mesmo que seja estimulada para isso ocorrer.
  3. Dos 8 meses até cerca de 1 ano a criança simplesmente não acompanha sua mãe, ou ainda seu cuidador, quando este se afasta do local onde a criança esteja.
  4. Dos 9 meses aos 1,5 anos geralmente crianças com tendências do TEA, tem dificuldades de dizerem suas primeiras palavras e ainda tendem a não lançarem os braços em direção a mãe, quando a mesma esta por perto.
  5. Do 1º ano em diante a criança simplesmente não responde ao estimulo de ser chamada pelo nome, ou ainda não executa tarefas simples, como dar tchau, quando é estimulado pelo adulto.
  6. Com 1,5 ano ainda não falou nenhuma palavra que seja compreendida.
  7. Aos 2 anos a criança ainda possui dificuldades na fala e não consegue formar palavras com começo, meio e fim.

Claro que esse sinais citados acima variam muito de criança para criança, visto que o TEA tende a ser um transtorno bem peculiar de caso a caso. Não existe um portador do TEA que seja igual o outro.

Cada um deles possui suas próprias características, mesmo que esses sejam parecidos em alguns fatores padronizados do Espectro Autista.

Mas vale lembrar que o Asperger ou simplesmente TEA, pode ser descoberto apenas com um grande grau de observação por parte dos país.

Crianças com TEA, além das características citadas acima, tendem a terem dificuldades para começar a andar e geralmente não seguem regras a elas estabelecidas.

Outra coisa importante e crucial de ser lembrada é que crianças com TEA possuem uma memória extremamente boa e assim  podem carregar consigo, algum “trauma” de seus primeiros anos por toda sua vida. Com isso tudo o melhor a ser feito é tentar compreender a criança a seu modo.

Pois estes pequeninos portadores do Asperger ou ainda de qualquer outro transtorno do TEA, tendem a já perceberem que não são “normais” e assim já começam a vida sofrendo.

Claro esse ultimo parágrafo é baseado em um caso bem particular que este que escreve tem conhecimento. Mas acredito que seja assim com a maioria dos outros. Espero que tenham gostado deste artigo e se puder deixar sua contribuição para que o livro “O ANTISSOCIAL” ser publicado clique no link abaixo.

A historia do livro é uma historia de superação de um jovem com traços do TEA que se desenvolve, conforme é desafiado por fatores externos, que faz com que ele não se sinta tão “diferente” do resto da sociedade que o cerca.

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0 Comments

    neide nicoletti benedicto

    junho 23, 2017 at 12:54 pm

    Muito obrigada. Artigo muito bom.

    Ludmilla ximenes

    junho 23, 2017 at 12:54 pm

    Portador não se usa mais.. (eu acho que não).

    Claudia

    junho 24, 2017 at 12:54 pm

    95% corresponde ao que meu filho Gustavo,, 6 anos.
    Desconfiei aos 3anos, porém foi diagnósticado a três antes de fzr 6.
    O que torna difícil ,nesta situação, é conseguir as terapias pelo convênio ,e rede pública nem fala.. . Faltam vagas ou não tem profissionais 😔

      Fernando Bernardes

      junho 24, 2017 at 12:54 pm

      A saúde publica como um todo é complicada em nosso país. E no tratamento para Aspies é ainda mais rara de ser encontrada. Existem poucos profissionais experientes. Mais tomara que isso mude num futuro, onde as pessoas tendo melhor conhecimento sobre o tema. Passem a se interessar mais por ele e assim mais médicos especialistas podem surgir e nossas autoridades, darem uma maior importância ao “problema”.

    Cristina Granado

    junho 26, 2017 at 12:54 pm

    Como educadora, ja obtive a oportunidade de trabalhar com altistas e portadores de Aspeger.

    Um outro indicador da síndrome é o indivíduo não ter emoções claras. Às vezes, a síndrome é detectado na vida adulta.

    Um exemplo clássico que tive a oportunidade de diagnosticar, foi um adulto no meio de um grupo social no qual alguns faziam brincadeiras e provocações e este indivíduo mantinha o mesmo olhar e comportamento linear patrão que é o parecer não se importar. O que realmente acontecia é que ele não fazia distinção entre estar sendo chacoteado e estar sendo bem tratado. Este indivíduo também possuía muita dificuldades motoras gerais. Por outro lado, era dotado de uma inteligência acima da média e apresentava apego e manias com alguns assuntos ou objetos.

      Fernando Bernardes

      junho 27, 2017 at 12:54 pm

      Muito legal seu relato. Em breve iniciarei posts com relatos como o seu. Fique ligada!.